A Petrobras informou ontem à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que encontrou indícios de gás natural e petróleo no bloco BM-POT-11, adquirido no quarto leilão realizado pela agência, em 2002.
O bloco, adquirido pela Petrobras (60%) em parceria com a americana El Paso (40%), tem área de 983km² e está localizado na costa do Rio Grande do Norte, entre as cidades de Galinhos e Guamaré e mantém potencial ainda desconhecido.
A descoberta acontece no limite da fase de exploração, estipulada em sete anos na época do leilão.
O bloco encontra-se a cerca de 18 quilômetros da costa onde a lâmina d'água se situa a 41,5m, segundo dados no site da ANP, e ainda inclui parte da área dos antigos blocos BPOT-10 e BPOT-100A, devolvidos à ANP pela Petrobras em agosto de 2001.
O poço pioneiro 1BRSA710RNS foi perfurado pela sonda P-5 e deve atingir a profundidade de 3.515 metros.
O bloco BM-POT 11 possui os campos Coioba e Ubarana e poderá ter exploração estendida ao bloco BM-POT-13 que compreende os campos de Dentão, Guaiuba, Pescada e Arabaiana.
Com a identificação, a Petrobras iniciou na última segunda-feira duas campanhas de perfuração envolvendo os blocos.
A petroleira iniciou a perfuração dos poços pioneiros 1BRSA732DRNS e 1BRSA710RNS, respectivamente, nos blocos BM-POT-11 e BM-POT-13. As campanhas estão sendo feitas pelas sondas North Star e Petrobras V.
Estado ocupa quinta maior produção do país
A descoberta potiguar poderá render um reforço significativo na produção de gás e petróleo do Rio Grande do Norte.
No balanço apresentado pela Agência Nacional do Petróleo em abril, a bacia potiguar era apenas a quinta maior produtora do país, representando 4% de toda a produção da Petrobras com volume de 74 mil barris de óleo equivalente (boe) diários.
A bacia de Campos é a maior produtora brasileira, com 1,8 milhão de boe/d; seguida pelas bacias do Amazonas (113,775 mil boe/d), Espírito Santo (112,287 mil boe/d) e Bahia (75 mil boe/d), de acordo com números oficiais da Petrobras em abril.
A bacia de Santos, onde estão localizados os blocos do pré-sal e que deverá se tornar a principal região produtora da estatal nos próximos dez anos, era em abril a região de menor produção da companhia, com apenas 3,9 mil boe/d.
No bloco, foram perfurados até hoje 26 poços exploratórios e levantados dados sísmicos 2D e 3D.
fonte: o mossoroense
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